Por José Mário

A impressionante transformação por que o mundo está passando é capaz de deixar muitas empresários confusos sobre a reestruturação de empresas. Atualmente, imagino que nosso maior problema é o excesso de informação e não a falta delas. 

Os temas blockchain, inteligência artificial, realidade virtual, realidade aumentada e biotecnologia subvertem qualquer lógica se comparadas ao passado. 

No entanto, os novos desafios da humanidade e, consequentemente, dos empresários, apesar de muito complexos, acabam gerando uma avalanche de oportunidades a serem aproveitadas. 

É praticamente impossível prever com exatidão o que vai acontecer e isso torna a reestruturação de empresas algo bastante complexo porém vital para que haja o aproveitamento das oportunidades que estão a caminho.

A partir daí, vem um dos grandes problemas atuais: dizer não a muitas das oportunidades oriundas dos avanços tecnológico e ter foco para lidar com as estratégias necessárias ao negócio. Para tanto, ter clareza do seu conceito de negócio é essencial.

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Nesse sentido, a falta de clareza é um campo fértil de busca por aventuras desconectadas com as competências e com a essências, elevando o risco da reestruturação de empresas.

É possível adicionar a esse contexto uma disputa que não está apenas nos produtos concorrentes diretos, mas que se tornou ainda mais fortes nos produtos ou serviços substitutosque são aquele que não são do mesmo segmento, mas oferecem benefícios similares. 

Por exemplo, há muito tempo, as companhias aéreas concorrem com as plataformas de reuniões on-line, que reduzem a necessidade das viagens de negócios para encontros presenciais. 

A esse “concorrente”, some-se a realidade aumentada, que vem reduzindo a necessidade de viagens de especialistas de manutenções, pois, por meio dessa ferramenta, é possível a intervenção “a quatro mãos” com um técnico local.

OS MODELOS TRADICIONAIS NÃO RESPONDEM MAIS

Assim, a velocidade e a complexidade decretam morte aos modelos de gestão tradicionais, como o planejamento estratégico da década de 1970. 

A despeito da complexidade citada, surge a necessidade de ferramentas simples, rápidas e que permitam uma visão ampla do processo, fornecendo subsídio para escolhas na hora da reestruturação de empresas sem perder sua essência.

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É nesse contexto que surge o BMC, Business Model Canvas, ou simplesmente Canvas, criado pelo consultor suíço Alexander Osterwalder. 

Nesse modelo são definidos 9 pontos essenciais para guiar escolhas estratégicas de um negócio. Essas escolhas, por sua vez, possuem o intuito de modelar um negócio para o seu lançamento ou para definir novos rumos

Talvez a Canvas seja a ferramenta mais importante para possibilitar a reestruturação de empresas, seja em sua gestão ampla ou no lançamento de um de seus produtos.

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De todas as nove decisões a serem tomadas, entendo que a mais relevante (talvez por isso esteja graficamente no centro do modelo e seja o primeiro ponto a ser construído) é a proposta de valor

Ao se debruçar nesse ponto, você precisa definir claramente qual valor sua empresa ou produto entrega ao seucliente e, portanto, ser mais acertado na reestruturação de empresas. Aparentemente é uma resposta simples, mas, ao lidar com o contexto atual, entendo que cabem reflexões profundas a respeito.

Isso se sustenta no seguinte exemplo: perguntando a um empresário do ramo de farmácia qual é o seu negócio, imagino que a resposta mais fácil e imediata seria “vender remédios”. Nada mais lógico! 

No entanto, ao refletir um pouco mais, entendo que, à exceção dos hipocondríacos (viciados em medicamentos), quase ninguém gosta de comprar remédio. 

O cidadão médio vai à farmácia para comprar saúde, que é a solução produzida pelo medicamento. Ao se pensar dessa forma, é simples entender porque as farmácia vendem tudo para a saúde, até medicamentos. 

Sendo assim, para pensar na proposta de valor, precisamos ter claras as “dores” do consumidor. Só assim é preciso focar a proposta em atendê-lo da melhor forma possível, voltando o foco para a solução (cura).

Finalmente, proponho a seguinte reflexão: qual é a verdadeira proposta de valor a que sua empresa está se dedicando? 

A partir daí, você deve estar preparado para seguir na jornada de construção do Canvas e, principalmente, na construção do novo momento de sua empresa, mantendo o seu foco. 

É importante destacar que esse modelo não torna desprezíveis alguns pontos existentes no planejamento, como o plano de ação, que dá racionalidade e acompanhamento da reestruturação de empresas. No entanto, é importante que esse pontos sejam mais ágeis e adaptáveis.

Se você quer ter a experiência de construir um Canvas, clique no botão abaixo e tenha acesso a um modelo de Canvas gratuito (Modelagem de Negócio de Sucesso), fornecido pela nossa empresa.

José Mário é mestre em Administração pela UFBA e Especilialista em Gestão Empresarial. É diretor da SRD Gestão e professor universitário de cursos de pós graduação em gestão e empreendedorismo. Apaixonado pela tecnologias e a transformação que ela faz nas empresas.

Contatos: jose.mario@srdconsultoria.com.br